As vezes me pego sentada em um cantinho escuro pensando e sem perceber um lagrima corre sobre meu rosto. Mil coisas ficam passando pela minha cabeça, pensamentos e diálogos… E a saudade sempre vai correndo por dentro, saudade de você e de momentos que nunca vivemos. (FS)
“A pessoa quando fala de si, nunca se revela por completo. Sempre tem um lado nosso que a gente não revela pra ninguém. A gente é acostumado a ler, não lidamos muito bem quando somos lidos.”
Tinha suspirado
Tinha beijado o papel devotamente!
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades, e o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas,
como um corpo ressequido que se estira num banho tépido;
sentia um acréscimo de estima por si mesma,
e parecia-lhe que entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo condizia a um êxtase, e a alma se cobria de um luxo radioso de sensações!
Essa música é sobre suicídio. Ela é muito, muito séria. Me desgasta pra caralho quando a gente toca, e as pessoas não percebem. É sobre uma menina que tem problemas com os pais. Ela se jogou da janela do quinto andar e não existe amanhã. (…) Eu não aguentaria ouvi-la duas vezes seguidas. Eu gostaria, então, que as pessoas prestassem atenção na letra e vissem que é uma coisa muito forte.
- Renato Russo sobre “Pais e Filhos”. (via pouze-dnes)
Alguma coisa ficou pra trás
Antigamente eu sabia exatamente o que fazer
Já não esquento a cabeça
Durante muito tempo
Isso foi só o que eu podia fazer
Por mais que a gente cresça
Há sempre alguma coisa que a gente
Não consegue entender
O vicio é a marca de toda história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto de sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria - um explosivo coquetel emocional, talvez, feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência (sem fala no ressentimento para com o traficante que incentivou você a adquirir seu vício, mas que agora se recusa a descolar o bagulho bom - apesar de você saber que ele tem algum escondido em algum lugar, caramba, porque ele antes lhe dava de graça). O estágio seguinte é você esquelética e tremendo em um canto, sabendo apenas que venderia sua alma ou roubaria seus vizinhos só para ter “aquela coisa” mais um vez que fosse. Enquanto isso, o objeto da sua adoração agora sente repulsa por você. Ele olha para você como se você fosse alguém que ele nunca viu antes, muito menos alguém que um dia amor com grande paixão. A ironia é que você não pode culpá-lo. Quero dizer, olhe bem para você. Você está um caco, irreconhecível até mesmo aos seus próprios olhos.
Então é isso. Você agora chegou ao ponto final da obsessão amorosa - a completa e implacável desvalorização de si mesma.
Encontraram-se no centro do vestíbulo, sob o lustre.
Abraçando-o, ela murmurou:
_ Senti tanto sua falta!
_ Eu também de você.
_ Mesmo que a gente brigue muito?
_ Isso acontece porque eu estou tão louco por você que não consigo ver as coisas com clareza. - Rouçou os lábios dela com um beijo. - Amor, se algum de nós dois se esquecer do passado, não serei eu.
Os pais acham que os filhos, por serem jovens, são necessariamente felizes, têm tudo da vida, tudo pode esperar do mundo. Os filhos acham que os pais, por representarem o poder, são necessariamente felizes, porque chegaram lá.
Acontece que nem os filhos são obrigatoriamente felizes nem os pais estão obrigatoriamente realizados. Os filhos reclamam das cobranças paternas. Os pais acreditam que os filhos não reconhecem o valor (e o preço) do lar constituído, da comida na mesa todos os dias.
Bastaria um olhar mais profundos de um grupo sobre o outro para desmanchar o equívoco. Nem os filhos precisam invejar os pais pelo poder nem os pais precisa ficar despeitados porque os filhos têm a vida toda a frente deles.
O que salva a situação, pelo menos em alguns casos menos dramáticos, é o amor entre pais e filhos, e não o simples dever de colocar feijão todos os dias na mesa, para os pais, nem o respeito que os filhos devem ter por quem os sustenta. O amor nunca será a soma de iguais. Será sempre mais amor quando forem diferentes.